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COVID-19 - há vacina graças aos furões

Se temos vacina contra a COVID-19, gripes e outras doenças respiratórias, temos de agradecer aos furões.

Durante a pandemia, os furões tiveram um papel importante na investigação científica, nomeadamente no desenvolvimento e teste de vacinas contra o SARS-CoV-2.

Os furões são naturalmente susceptíveis a este vírus e podem infetar-se de forma semelhante aos humanos, sobretudo ao nível das vias respiratórias. Além disso, conseguem transmitir o vírus entre si, o que os torna um modelo animal muito útil para estudar a infeção, a resposta do organismo e a eficácia das vacinas.

Vários estudos científicos utilizaram furões para testar vacinas ainda em fase experimental, antes de estas serem administradas a pessoas. Nestes estudos, avaliou-se se as vacinas conseguiam:

  • estimular o sistema imunitário;
  • produzir anticorpos contra o vírus;
  • reduzir a presença do vírus nas vias respiratórias;
  • diminuir a transmissão após o contacto com o SARS-CoV-2.

Os resultados mostraram que diferentes tipos de vacinas — incluindo vacinas de proteína, de vectores virais e vacinas administradas por via nasal — induziam respostas imunitárias eficazes nos furões, ajudando a controlar a infeção e a reduzir a libertação do vírus.

É importante referir que os furões não desenvolvem doença grave, mesmo com carga viral elevada, o que faz com que sejam especialmente úteis para estudar a infeção ligeira, a prevenção e a transmissão, mais do que as formas severas da COVID-19.

Graças a estes estudos, foi possível obter informação essencial sobre segurança e eficácia, contribuindo para o avanço das vacinas que viriam mais tarde a ser usadas em humanos.

Obrigada, furões!

 

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Furões de linhagens de beleza europeias, angorás e semi-angorás. Juíz internacional. Registado no ICNF com o nº 15PT0129/B

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