Como qualquer animal de companhia, os furões têm um odor próprio. No entanto, quando são bem cuidados, esse cheiro é geralmente suave e perfeitamente tolerável para quem está habituado a eles. Muitos tutores acham inclusive o cheiro agardável. Na maioria dos casos, o mau cheiro associado aos furões não provém do animal em si, mas sim do ambiente onde vive e da forma como este é mantido.
Ainda assim, há pessoas que simplesmente não toleram o odor natural do furão. Por esse motivo, é fundamental ter contacto prévio com um furão antes de decidir adquirir um. Esta é, aliás, uma das questões incluídas no nosso questionário “Serei um bom tutor?”, que ajuda a avaliar se este animal é a escolha certa para cada pessoa.
Os furões produzem naturalmente óleos através das glândulas da pele, distribuídas por todo o corpo. Estes óleos são essenciais para a proteção da pele e do pelo, mas acabam por se acumular nas mantas, camas, gaiolas e zonas de brincadeira, originando odores mais intensos quando a limpeza não é regular.
De forma geral, podemos identificar três tipos principais de cheiro associados aos furões:
Cheiro corporal normal
É um cheiro suave e característico, proveniente das glândulas sebáceas da pele. Torna-se mais intenso quando há acumulação de óleos no próprio furão e no seu ambiente, como a gaiola, as camas e as mantas.
Cheiro das glândulas anais (“bombas atómicas”)
Trata-se de um odor muito forte e desagradável, mas raro. Ocorre normalmente quando o furão se assusta ou fica excessivamente excitado. Nos Estados Unidos é comum a remoção das glândulas perianais, mas na Europa este procedimento não é praticado, por ser considerado desnecessário e, em muitos países, ilegal.
Cheiro do furão macho na época de reprodução
Durante o cio, os machos não esterilizados apresentam um aumento significativo da oleosidade da pele, o que intensifica bastante o odor característico. Além disso, marcam território através da urina e, por vezes, esfregam-se nela, espalhando o cheiro pela casa, pela gaiola e até pelos tutores. Este comportamento está associado à afirmação de domínio e é natural, sendo comum à maioria dos mamíferos.
Dar banho ao furão com frequência não reduz o cheiro — pelo contrário. O banho remove os óleos naturais da pele, levando o organismo a produzir ainda mais, o que intensifica o odor e pode causar problemas dermatológicos. Sempre que necessário, é preferível recorrer a toalhitas próprias para animais ou a uma toalha ligeiramente húmida.
Algumas medidas simples fazem uma grande diferença no controlo dos odores:
Esterilização
A esterilização reduz significativamente o odor, sobretudo o associado às hormonas. É considerada por muitos veterinários e especialistas a forma mais eficaz de controlo do cheiro.
Limpeza diária da caixa de areia
Os furões são animais muito limpos e evitam utilizar uma caixa suja. A limpeza diária reduz odores e comportamentos indesejados, como fazer as necessidades fora do local adequado.
Limpeza diária da gaiola
O contacto constante com as superfícies da gaiola faz com que os óleos da pele se fixem. Recomenda-se a limpeza diária com um pano embebido num detergente suave anti-gordura. Após secar, deve passar-se outro pano húmido apenas com água, para remover quaisquer resíduos do detergente.
Lavagem semanal de mantas e camas
As mantas acumulam muitos óleos e devem ser substituídas e lavadas semanalmente. É aconselhável sacudi-las antes de as colocar na máquina, para remover os pelos que se acumulam naturalmente.
Limpeza profunda da gaiola (mensal)
Uma limpeza mais completa, realizada mensalmente, ajuda a eliminar resíduos de óleos e odores persistentes.
Arejar a casa regularmente
Abrir janelas e renovar o ar contribui para um ambiente mais saudável, tanto para os tutores como para os furões.
Utilização de ambientadores suaves e produtos específicos
Esta pode ser uma solução prática, embora desnecessária quando a limpeza é feita com regularidade. Existem produtos próprios para neutralizar odores de animais, como o Microdor, que pode ser utilizado nas camas e mantas.
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