Quanto tempo vive, em média, um furão?
Esta é uma das perguntas que mais vezes ouvimos quando alguém está a pensar em ter um destes animais. A resposta mais honesta é: depende.
Um furão doméstico vive, em média, cerca de 6 a 10 anos, embora muitos vivam entre 5 e 8 anos. Alguns, felizmente, ultrapassam os 10 anos e existem casos excecionais de furões que chegaram aos 11, 12 ou até mais anos.
Isto significa que não existe uma idade exata que possamos considerar “normal”. A esperança de vida de um furão é influenciada por vários fatores: genética, origem, alimentação, cuidados, ambiente, reprodução, prevenção de doenças e acompanhamento veterinário.
Um furão que vive num ambiente seguro, recebe uma alimentação adequada, tem oportunidades diárias para brincar e explorar e é acompanhado regularmente por um veterinário com experiência em animais exóticos terá, à partida, melhores condições para viver uma vida longa e saudável.
Uma vida curta, mas muito intensa
Os furões desenvolvem-se rapidamente. Em apenas alguns meses passam de crias completamente dependentes da mãe a animais jovens, muito ativos e sexualmente maduros.
É também por isso que a idade pode ser um pouco enganadora. Um furão de dois anos não é um animal “velho”: é um adulto no auge da sua vida. No entanto, algumas das doenças mais frequentes nos furões começam a surgir precisamente a partir da idade adulta, sobretudo depois dos 3 anos.
Entre as doenças que mais frequentemente encontramos em furões adultos e mais velhos estão a doença adrenal, o insulinoma e o linfoma, entre outras. O insulinoma, por exemplo, é particularmente frequente em furões com mais de 3 anos.
Por isso, envelhecer não significa simplesmente começar a dormir mais. Muitas vezes, aquilo que interpretamos como “idade” pode ser o primeiro sinal de uma doença.
“Morreu de velhice” nem sempre explica o que aconteceu
Quando um furão morre aos 6 ou 7 anos, é tentador dizer que morreu “de velhice”. Mas, nos furões, essa explicação pode esconder uma realidade diferente.
Estes animais têm uma particularidade: algumas doenças podem evoluir durante bastante tempo antes de os sinais serem evidentes.
Um furão que começa a dormir mais, perde peso, deixa de brincar tanto ou apresenta alterações no pelo pode simplesmente parecer “mais velho”. No entanto, esses sinais também podem estar associados a problemas de saúde que precisam de ser investigados.
É por isso que conhecer o comportamento habitual do nosso furão é tão importante. Quem convive diariamente com ele está muitas vezes em melhor posição para perceber que alguma coisa mudou.
A idade não é o único fator
Dois furões com a mesma idade podem apresentar condições de saúde completamente diferentes.
A genética tem um papel importante. A origem do animal, a seleção genética existente nas diferentes linhas de criação e determinados problemas hereditários podem influenciar a saúde ao longo da vida. Mas a genética não é uma sentença.
Não podemos escolher todos os fatores que determinam quanto tempo um furão vai viver, mas podemos controlar muitos daqueles que influenciam a qualidade e, em alguns casos, a duração da sua vida.
Uma boa alimentação, exercício, enriquecimento, prevenção de acidentes, redução do stress e acompanhamento veterinário regular fazem uma diferença enorme.
E há uma coisa que podemos controlar desde o primeiro dia: não esperar que o nosso furão pareça doente para começar a preocuparmo-nos com a sua saúde.
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