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Fases da vida de um furão

 

As fases da vida de um furão

Um furão muda muito ao longo dos primeiros meses de vida. Depois, embora o crescimento abrande, continuam a existir alterações importantes à medida que envelhece.

Conhecer as diferentes fases da vida ajuda-nos a compreender melhor o comportamento do nosso animal e, sobretudo, a perceber quando é necessário adaptar os seus cuidados.

 

Do nascimento às 8–12 semanas: a cria

As crias de furão nascem completamente dependentes da mãe.

Nascem cegas e surdas e passam as primeiras semanas de vida a mamar, dormir e crescer. Os ouvidos começam a abrir por volta das 3 semanas e os olhos pelas 4. Gradualmente, começam a explorar o ambiente que as rodeia e a experimentar alimentos sólidos.

Mas esta fase não serve apenas para crescer fisicamente.

É durante estas primeiras semanas que as crias aprendem uma enorme quantidade de comportamentos: como brincar, como comunicar com outros furões, como controlar a força da mordida e como reagir a diferentes estímulos.

Por isso, a permanência com a mãe e os irmãos é muito importante. Uma cria não deve ser retirada demasiado cedo da ninhada apenas porque já come sozinha.

As primeiras experiências sociais vão ajudar a construir o adulto que será no futuro.

 

Dos 2–3 meses ao primeiro ano: juventude

É provavelmente a fase mais divertida — e também a mais cansativa — para quem vive com um furão jovem.

O jovem furão tem energia para dar e vender. Corre, salta, escava, esconde objetos, investiga tudo e, muitas vezes, parece ter decidido que a casa inteira é um enorme parque de diversões.

Também pode testar os limites.

Mordidelas durante a brincadeira, perseguições, saltos e comportamentos aparentemente “malucos” fazem parte do desenvolvimento de muitos jovens. É nesta altura que a educação e a socialização são particularmente importantes.

Ao longo do primeiro ano ocorre também a maturação sexual. Os furões podem atingir a maturidade sexual ainda durante o primeiro ano de vida, dependendo do sexo, época do ano e desenvolvimento individual.

É uma fase em que devemos apostar especialmente na socialização, educação, segurança e enriquecimento ambiental.

 

1–3 anos: adulto jovem

Entre o primeiro e o terceiro ano encontramos normalmente um furão adulto, plenamente desenvolvido.

O crescimento físico já terminou — os furões atingem geralmente o seu tamanho adulto por volta dos 6/7 meses — mas continuam a ser animais extremamente ativos e curiosos.

É uma das melhores fases para desfrutar da personalidade do nosso furão, e a altura em que deve ser colocado o implante hormonal.

Alguns tornam-se mais tranquilos, outros continuam verdadeiros furacões. Uns adoram colo, outros preferem correr e explorar. Alguns desenvolvem uma relação muito próxima com o seu tutor, enquanto outros mantêm aquela independência tão típica da espécie.

Mas esta aparente boa saúde não deve fazer-nos baixar a guarda. A título de exemplo, quando acontece, o insulinoma nesta fase é extremamente agressivo, muito mais do que em adultos.

A prevenção deve começar enquanto o furão ainda parece perfeitamente saudável. Uma consulta veterinária regular permite estabelecer aquilo que é normal para aquele animal — peso, condição corporal, dentes, coração, pele, pelo, comportamento — e facilita a deteção de alterações futuras.

 

3–6 anos: adulto maduro

É nesta fase que começamos a prestar uma atenção especial às doenças que são mais frequentes nos furões adultos.

É também uma fase em que alguns problemas que estavam silenciosos podem começar a tornar-se evidentes. Por isso, a partir desta idade, o acompanhamento veterinário ganha ainda mais importância.

O insulinoma é um tumor do pâncreas que provoca uma produção excessiva de insulina e consequente diminuição da glicemia. É particularmente frequente em furões adultos, sobretudo a partir dos 3 anos. Pode causar fraqueza, sonolência, dificuldade em andar, salivação ou olhar fixo e, nos casos mais graves, convulsões e perda de consciência.

A doença adrenal é também muito frequente nos furões adultos. Entre os sinais mais característicos encontram-se a perda progressiva de pelo, comichão e, nas fêmeas, aumento da vulva. Nos machos podem surgir alterações relacionadas com a próstata e dificuldade em urinar.

O linfoma é um tipo de cancro que afeta o sistema linfático e pode surgir em furões de qualquer idade. Os sinais são variáveis, mas podem incluir perda de peso, falta de apetite, cansaço ou aumento dos gânglios linfáticos. Tratado, o furão pode viver vários meses, mas nos juvenis tem um desenvolvimento extremamente agressivo, com a esperança de vida entre dias a poucas semanas.

Estas doenças não significam necessariamente que o furão tenha de ter uma vida curta. Muitas podem ser tratadas ou controladas durante algum tempo, sobretudo quando são detetadas precocemente. É por isso que conhecer o comportamento normal do nosso furão e estar atento a pequenas alterações é tão importante.

 

A partir dos 6 anos: sénior e geriátrico

A partir dos 6 anos, muitos furões podem ser considerados idosos ou geriátricos.

Naturalmente, isto não significa que todos os furões de 6 anos sejam frágeis. Há animais desta idade que continuam a brincar, correr e explorar com enorme entusiasmo. Mas o organismo já não funciona exatamente da mesma maneira.

Podemos observar mais horas de sono, menor resistência ao esforço, perda de massa muscular, alterações dentárias ou uma maior dificuldade em manter a temperatura corporal.

Nesta fase, devemos adaptar os cuidados às necessidades individuais do animal.

Um furão sénior pode continuar a precisar de brincar e explorar — e deve continuar a fazê-lo — mas talvez precise de pausas mais frequentes, locais de descanso mais confortáveis e um acesso mais fácil à água, comida e casa de banho.

Envelhecer não é uma doença.

O objetivo não é impedir que o furão envelheça, mas garantir que envelhece com o máximo de conforto, dignidade e qualidade de vida possível.

E, sobretudo, lembrar que cada furão é um indivíduo. A idade indica-nos uma fase da vida, mas não determina sozinha aquilo que o animal consegue ou deve fazer.

 

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Furões de linhagens de beleza europeias, angorás e semi-angorás. Juíz internacional. Registado no ICNF com o nº 15PT0129/B

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